segunda-feira, 4 de junho de 2007

Lá fora tudo acontece em bruto. Aqui tudo emerge adulterado. Não sei se é a minha visão inquinada, fruto de pensamento turvo, que me faz ver as diferenças. E se eu perguntar a alguém? A quem? Não será ele um produto da minha ciência? Preciso que alguém me diga, sem que eu ouça, o que é a verdade. E se quem me ajudar também estiver a braços com um dilema? Serei eu sua âncora e ele meu anzol? Ou seremos os dois um pedaço de fio do mesmo novelo intrincado? E qual será o real comprimento desse fio emaranhado? Para mim já não tem comprimento que se meça. Dá demasiado trabalho mesurar o que não tem fim. Começa-se, a todo o vapor, para, à medida que o tempo avança, se ir diminuindo o ritmo, até que se desista por se acabar por se entender que não vale a pena, é inútil. E como se pode concluir a eternidade de algo que nem sequer sei se existe ou se apenas é conceito que em mim criei? Quanto há a mais em mim? Pareço distante de tudo…E só uma janela me separa do que há lá fora.


João Vasco

3 comentários:

Bruna Pereira disse...

Acho que vou aceitar a tua sugestão...
Já cá vim!

:)

Locus disse...

...Questões que elevam o ponderar, nos termos da consciência humana! Olhar para o sim, pensando num não...são caminhos imperfeitos, que nos fazem buscar perfeição...

misad disse...

: ((