segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Às vezes perco-me. De mim. De tudo. Ausento-me sem destino pelos caminhos invisíveis da incerteza. E atrevo-me pelas veredas sombrias que suponho. Supor. Sim, supor. Essa contingência. Porque eu só me suponho. Pelo que me suponho sendo. E as viagens que desencadeio pelo universo de mim são gestos ilusórios de liberdade. Não há mais que isto, uma sucessão de gestos irrepetíveis onde tudo é presumido. No embaraço da acção encontro-me com a dúvida iniludível. Porque há demasiadas quebras para que se entenda a vastidão do que acontece. Como me tenho evidente? Deixo-me suster, inerte, na convicção inquebrantável de que supor é existir. Assim suponho…


João Vasco

3 comentários:

DS disse...

Assim como supor é possibilitar, a certeza é apenas acreditar!
Beijinho!

lamia disse...

Supor é uma outra forma de interrogar.

blá blá blá disse...

Viva!olha deixei um desafio no meu blog para ti, vai lá ver