terça-feira, 7 de agosto de 2007

A música da indiferença

Ninguém fica por mim,

Até vem mas logo sai

Rasga-me assim e vai

Nesta indiferença sem fim.

Como isto dói em dor

Não sentida mas sofrida,

Pungente estertor

Na vida carcomida.

Grito de raiva, aperto,

Modo de ser presente,

Nódoa que tão se sente,

Crónico desacerto.

Será isto a solidão?

Será isto a tristeza?

Oh tamanha certeza

É o pesar de imensidão.

Quero dançar uma valsa

Alguém me dá a mão?

Ou então quem sobalça

O tango de meu coração?

Partilhar um momento

Tão nobre como dança

Essa bem-aventurança

Que foge enquanto tento…


João Vasco

3 comentários:

ci disse...

Ao ler-te por cada estilo de dança soltou-se uma lagrima,coisas minhas,triste penar...

beijos incomuns da ci

Diana disse...

A dor trespassa-nos... a cada gota q cai nos chão uma parte de mim desiste...

tb disse...

dou-te a minha mão... :)