segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Procuro no tempo que perdi o que não perdi nesse tempo. Aqueles espaços formados de mim que se alimentam da perda. Réstias singulares obradas na complexidade dos sentimentos. Desmesuradamente, amplio a importância de estes pequenos cacos da rude verdade. E assim tento equilibrar meu entendimento redescobrindo o efeito de minhas acções nas sombras esquecidas. Há demasiado de mim esparramado pelos desvios da dúvida. E não há perguntas para as respostas em que esbarro. E hesito perante os fragmentos esparsos que assomam à minha percepção. Sou uma construção feita em ritmo compassado através das preferências manifestadas perante os limites da realidade. Neste novelo inextricável não encontro o extravio de mim. Sou demasiado miscível pela estrada de mim…

João Vasco

3 comentários:

tb disse...

somos uma caminhar em constante construção. Um belo texto, embora pareça um pouco complexo, pela riqueza de vocábulos e de ideias que contém. :)
jinhos

Martha disse...

És pelo que viveste a exata construção que devias ser...
;D
http://www.ganheparasedivertir.com.br/v.asp?id=800

para sorrir mais ;D

blá blá blá disse...

sempre pensante o nosso ser! gostava de pensar o que escrevo ou escrever o que penso, assim assim..tão bem